VIRGEM MARIA, A SERVA DO SENHOR!

Vamos nos preparar para a JMJ do Panamá? Com Maria, avançamos ‘mar a dentro’ rumo à JMJ 2019

Setembro de 2018

Você já parou para pensar qual é sua missão no mundo? Certamente nós não nascemos apenas para crescer, comer, reproduzir e morrer…, com certeza não! Então, para que vivemos? Esta pergunta é bem profunda e, para buscar uma reposta, convido você a contemplar e aprender com a Virgem Maria, a serva do Senhor.

Maria de Nazaré era uma jovem quando recebeu a visita do Anjo Gabriel anunciando-lhe que seria a mãe do Salvador. Esta notícia transformou sua vida, pois ela bem sabia que era uma honra muito grande ser a mãe do Messias. Aliás, era algo desejado e esperado por muitas jovens em Israel da época. Diante da grandiosidade da graça que havia recebido, sabendo que sua prima idosa estava grávida, colocou-se às pressas a caminho para ajudá-la. Que grande mistério de Deus! Parece até que a Virgem Maria tinha já pressentido em seu coração aquelas palavras que mais tarde o seu Filho Jesus iria dizer: “Eu não vim para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28).

Mas como este gesto da Virgem Maria poderia nos ajudar em nossas perguntas? Ela se colocou a serviço! Seu segredo foi viver para servir e, por isso, sua vida teve sentido, pois ela não teve medo de sair de seus interesses particulares para ir ao encontro dos que precisam dela. Já na anunciação, a Virgem Maria proclamou ser a “serva do Senhor” (Lc 1,38a). Portanto, também compreendeu que servir ao Senhor é também servir aos irmãos.

Na última JMJ em Cracóvia, o Papa Francisco falou sobre isso: “Queridos jovens, não viemos ao mundo para ‘vegetar’, para transcorrer comodamente os dias, para fazer da vida um sofá que nos adormeça; pelo contrário, viemos com outra finalidade, para deixar uma marca”. Qual marca podemos deixar no mundo? A marca do serviço a Deus e ao próximo!

No Catecismo da Igreja Católica, dois sacramentos da Igreja são chamados de “sacramentos de comunhão e serviço”: o Sacramento da Ordem e do Matrimônio. São assim chamados porque são ordenados para a salvação de outras pessoas. Sim, também contribuem para a salvação pessoal, mas na medida em que se colocam a serviço dos outros. Esses sacramentos também conferem uma missão especial na Igreja e no mundo, que contribuem para a comunhão e a edificação de todo o povo de Deus.
Aqueles que recebem o Sacramento da Ordem – diáconos, padres e bispos – são chamados por Deus a continuar sobre a Terra a obra redentora de Cristo, ou seja, recebendo uma graça especial dada pelo Espírito Santo, doam suas vidas a Cristo para que, em nome d’Ele e com Sua autoridade, exerçam a pregação da Palavra de Deus e ministrem os sacramentos para a salvação do povo de Deus. Como é bela esta missão! Graças à generosidade de muitos homens que assumiram o sacerdócio em suas vidas, hoje podemos conhecer Jesus e experimentar d’Ele a salvação. Você já imaginou se eles tivessem preferido cuidar apenas de suas vidas e não tivessem se colocado a serviço? O que seria de nós? Talvez nunca tivéssemos ouvido a Palavra de Deus e recebido os sacramentos!

Por sua vez, o sacramento do matrimônio é um grande ato de fé e de amor, nos quais um homem e uma mulher decidem livremente acreditar na beleza de viver aquele amor que leva sempre além de si mesmo, constituindo, assim, uma nova família. A proposta do amor para eles é o amor que Jesus tem por sua Igreja: um amor capaz de dar a vida um pelo outro. Esta aliança conjugal de amor enriquece a Igreja, pois quando um homem e uma mulher se decidem a se casar na Igreja, acolhendo os filhos como dom do Criador e oferecendo-os a Deus para que sejam Seus filhos pelo Batismo, testemunham ao mundo que o amor é possível em todos os momentos da vida.

Esta postura rejeita toda a “cultura de descarte” presente no mundo, onde alguém só recebe “amor” na medida em que for útil ou conveniente e, quando deixa de ser, é jogado fora. No matrimônio, aprendemos que o outro é um dom e, por isso, não pode ser descartado. O divórcio faz parte desta “cultura do descarte” e nunca deve ser visto como um bem, pois fere profundamente esta relação de amor do casal, causando feridas profundas e, muitas vezes, incuráveis nos corações dos esposos e dos filhos.

A Virgem Maria nos ensina a servir e Ela é nossa mãe, a cheia de graça (Lc 1,28). Só conseguiremos levar uma vida de serviço se tivermos a graça de Deus em nós. Portanto, recorramos a Ela diante das dificuldades e, a Seu exemplo, nunca desistamos de servir, especialmente se formos chamados ao sacerdócio ou à vida matrimonial.

Portanto, mãos a obra! Saiamos do nosso comodismo, do “sofá”, e nos coloquemos a serviço! A Virgem Maria deixou sua marca no mundo. E você? Terá coragem de dar este testemunho de amor?

Pe. João Paulo Ferreira de Macedo Membro da Casa de Missão de São José do Rio Preto

 

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