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50 anos da morte do Papa João XXIII

Queremos recordar com gratidão a vida do querido papa João XXIII, há 50 anos de sua partida para a Casa do Pai. Preparamos para isso um breve resumo de sua vida e de seus feitos:

Angelo Giuseppe Roncali filho de Battista Roncalli e Marianna, nasceu no dia 25 de novembro de 1881 em Sotto il Monte, Bergamo (Itália), sendo batizado no mesmo dia na Igreja de Santa Maria Assunta.

Aos 11 anos Angelo ingressou no Seminário de Bergamo, onde estudou até o segundo ano de teologia. Foi nesse ambiente que iniciou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no “Diário da alma”; aos 20 anos, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bergamo ingressa no Pontifício Seminário Romano.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal a 10 de agosto de 1904 em Roma, escolhido como secretário particular do bispo de Bérgamo D. Giacomo Radini-Tedeschi acompanhou-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas: professor do Seminário de Bérgamo, capelão militar do Exército italiano durante a Primeira Guerra Mundial e presidente italiano do “Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé” (1921-1925). Em 1925, sendo já Arcebispo-titular, iniciou-se a sua longa carreira diplomática, que o levou à Bulgária, como Visitador Apostólico (1925-1935), à Grécia e Turquia, como Delegado Apostólico (1935-1944) e à França, como Núncio Apostólico (1944-1953). Em todos estes países, ele destacou-se pela sua enorme capacidade conciliadora, pela sua maneira simples e sincera de diálogo, pelo seu empenho ecumênico e pela sua bondade. Em 1953, foi nomeado Cardeal e Patriarca de Veneza, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas.

Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de outubro de 1958, assumindo o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de Bom Pastor, cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos.

Três meses depois da sua eleição na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, anunciou o Concílio Ecumênico Vaticano II, sendo inaugurado a 11 de outubro de 1962. Realizado em quatro sessões, teve seu encerramento no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI.

O objetivo do Concílio era o de discutir a ação da Igreja nos tempos atuais, ou seja, promover o incremento da fé católica e uma saudável renovação dos costumes do povo cristão, e adaptar a disciplina eclesiástica às condições do nosso tempo e do mundo moderno. João XXIII imaginava o Concílio como um “novo Pentecostes”, uma grande experiência espiritual que reconstituiria a Igreja Católica não apenas como instituição, mas sim como um movimento evangélico dinâmico e uma conversa aberta entre os bispos de todo o mundo sobre como renovar o Catolicismo como estilo de vida inevitável e vital.

No dia 11 de abril de 1963, Quinta-feira Santa, Papa João XXIII publicou a Enciclica Pacem in terris, endereçada pela primeira vez não só aos católicos, mas a “todos os homens de boa vontade”.

O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus, devido à sua bondade, simpatia, sorriso, jovialidade e simplicidade; João XXIII era aclamado mundialmente como o “Papa bom” ou o “Papa da bondade”.

No dia 23 de maio de 1963 é anunciada publicamente a doença do Papa, e no dia 3 de junho, depois de quatro anos, seis meses e seis dias de Pontificado, Angelo Giuseppe Roncalli, que havia escolhido o nome de João XXIII morre serenamente invocando o nome de Jesus e oferecendo a sua vida para realizar o testamento de Jesus: “que todos sejam um”.

Em Janeiro de 2000, o Vaticano reconheceu oficialmente a veracidade da cura milagrosa da freira italiana Caterina Capitani de um tumor no estômago, por intercessão de João XXIII, sendo assim declarado Beato pelo Papa João Paulo II no dia 3 de Setembro de 2000, em cerimônia solene na Praça de São Pedro.

Passado meio século da sua morte a figura de João XXIII é ainda muito viva não somente na Igreja, mas também nos corações de todos os homens; ele se apresentou ao mundo como um “pai”: manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, homem com profundo espírito de oração, de paz e de plena confiança no Senhor. Que o seu exemplo nos ajude a sermos também nós portadores da fé e da esperança, da concórdia e da paz, da bondade e da alegria, cumprindo fielmente a missão que o Senhor confiou a cada um de nós.

André Luis Maritan Junior
Missão de Lugano

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