Comunidade Católica Mar a Dentro

São João Batista, o Percursor

“Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz. Ele não era a luz, mas apenas a testemunha da luz”. (Jo 1, 6-8). É dele que está escrito: “Eis que eu envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho (Ml 3,1). “Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista”. (Mt 11,11)

“O Senhor chamou-me, quando eu ainda estava no seio da minha mãe” (Is 49, 1).

Essas breves palavras do profeta Isaías aplicam-se bem a esta grande figura bíblica que se situa entre o Antigo e o Novo Testamento. Na longa lista dos profetas e dos justos de Israel João, o “Batista”, foi colocado pela Providência antes do Messias, para assim aplainar o caminho com a pregação e o testemunho de vida.

Entre os Santos e Santas, João Batista é o único do qual a Liturgia celebra o nascimento e o martírio.

Sua história tem início nos tempos de Herodes, quando Zacarias seu pai exercendo diante de Deus as funções de sacerdote, coube-lhe entrar no santuário para oferecer o incenso. Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, e disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, te dará um filho, e chamarás João. Zacarias perguntou ao anjo: Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada. O anjo respondeu-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta boa nova. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem.

Algum tempo depois Isabel, concebeu e deu a luz. No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. Mas sua mãe interveio dizendo que se chamaria João. Replicaram-lhe: Mas não há ninguém na tua família que se chame por este nome. E perguntavam por acenos a Zacarias, ele pedindo uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E logo sua boca se abriu e soltou-se a língua e bendize a Deus dizendo: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo, e suscitou um poderoso Salvador, na casa de Davi, seu servidor… E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás à frente do Senhor para preparar-lhe os caminhos, anunciando a seu povo a salvação, o perdão dos pecados.(Lc 1, 68-79)

Diante da pergunta: Quem és tu? João testemunhava: “Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor. Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia das suas sandálias.

De João sabemos que não só indicou Jesus como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, mas batizou o Filho de Deus para assim se cumprir as palavras da Escritura: “Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar com água disse-me: “Sobre quem vires descer e pousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo”. Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus. (João 1, 29-34)

Sendo João Batista um profeta – aquele que anuncia e denuncia – repreende Herodes por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Felipe: “Não te é permitido toma-la por mulher!”, sendo assim Herodes manda prender e acorrentar João e coloca-lo na prisão, não o mata porque sabe que João era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado pelas suas palavras.

Herodíades o odiava e queria matá-lo, chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte. A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar. Disse o rei à moça: Pede-me o que quiseres, e eu te darei. E jurou-lhe: Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino. Ela saiu e perguntou à sua mãe: Que hei de pedir? E a mãe respondeu: A cabeça de João Batista. Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista. Herodes entristeceu-se, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere, trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe. Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro. (Marcos 6, 17-29)

A vocação da Igreja universal é de ser como João Batista, a voz da Palavra, que é a voz de Jesus falando com todos de uma presença que, gera alegria, porta luz e esperança.

Somos chamados neste dia a olharmos João Batista, como modelo perene de fidelidade a Deus e à sua Lei, preparando para Cristo o caminho com o testemunho da palavra e da vida; como modelo de fé, na esteira do grande profeta Elias, ele deixa tudo e retira-se para o deserto para ouvir melhor a Palavra do único Senhor da sua vida; como modelo de humildade, porque responde a todos os que veem nele não só um Profeta e como modelo de coerência e de coragem quando defende a verdade, pela qual está disposto a pagar pessoalmente, com a prisão e a morte.

Na escola de Cristo, seguindo os passos de São João Batista, somos todos chamados a ter a coragem de por sempre em primeiro lugar os verdadeiros valores espirituais.

 

Organização:
André Luís Maritan
Missão Lugano

 

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