Comunidade Católica Mar a Dentro

São Ponciano

Hoje no CEFA, em São José do Rio Preto, celebramos a Festa de São Ponciano, papa e mártir. Isso porque uma relíquia deste santo se encontra sob o altar da capela, no interior do edifício. Elas foram depositadas lá por ocasião da dedicação da Capela e bênção do altar, em 2010.

O Papa São Ponciano  era natural de Roma. Seu predecessor, Santo Urbano I, sofreu constantes perseguições, movidas pelo prefeito de Roma, sob o império de Alexandre Severo. Apesar do imperador apresentar certa compassividade com os cristãos, a guerra era fomentada pelos principais inimigos da Igreja, ou seja, pagãos idólatras e muitos magistrados que eram inimigos terríveis do cristianismo. Foi por esta influência que uma grande quantidade de fiéis foi morta, inclusive o próprio Santo Urbano.

Assumindo São Ponciano o trono pontifício, o imperador Alexandre Severo garantiu certa paz aos cristãos. Esta paz perdurou durante os cinco anos de seu pontificado. Aconteceu, porém, que Alexandre foi assassinado em maio de 235, tendo sido sucedido por Maximiano. Logo que assumiu o trono imperial, o novo governador, movido de fúria, atacou impetuosamente os cristãos, movendo-lhes cruel perseguição. Um dos seus primeiros atos foi a deportação do Papa para a Sardenha, juntamente com o presbítero Hipólito, onde sofreram duras humilhações e açoites.

A Igreja conferiu a São Ponciano o título de mártir. É certo que seu corpo foi encontrado no cemitério de Calixto decapitado, mas não há registros precisos sobre as circunstâncias da sua morte. Há uma versão indicando que o Santo Padre pudesse ter morrido de malária, momentos antes de ser capturado pelos seus cruéis perseguidores que investiam na pretensão de seu martírio. A sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de agosto, juntamente com Santo Hipólito.

O quer são as relíquias?

Chama-se «relíquia» ao que resta de uma pessoa ou de uma coisa: do latim, relinquere, relicta, reliquiæ. Aplicou-se sobretudo aos restos mortais de um mártir, e, depois, de um santo, mesmo não sendo mártir. Por extensão, também se chamam relíquias a outros objetos que pertenceram ao santo, como as suas vestes.

A respeitosa recordação dos defuntos, difusa em todos os níveis familiares e culturais, tem desde sempre para a comunidade cristã especial relevo, quando se trata dos mártires e dos Santos. Bem depressa se estabeleceu a relação da morte dos mártires com a de Cristo, e com a Eucaristia, sacramento desta morte. Portanto, quando se construía uma igreja, já no século IV, se procurou ou construir o altar sobre a túmulo do mártir ou, pelo menos, sobre alguma das suas relíquias. Ao longo da Idade Média desenvolveu-se muito a veneração das relíquias dos Santos e estas começaram a ser colocadas em cima do próprio altar.

O Ritual da Dedicação da Igreja e do Altar afirma que é oportuno conservar a tradição da Liturgia Romana de colocar relíquias de mártires ou de outros santos debaixo do altar. «Toda a dignidade do altar está no fato de ele ser a mesa do Senhor. Não são, portanto, os corpos dos Mártires que honram o altar, mas é antes o altar que honra o sepulcro dos mártires. Vem, por isso, a propósito erguer altares sobre os sepulcros dos Mártires ou colocar as suas relíquias debaixo do altar, para honrar os seus corpos e ainda para significar que o sacrifício dos membros tira o seu princípio do sacrifício da Cabeça, que é Cristo, e assim “venham vítimas triunfais tomar lugar onde Cristo é a vítima. Mas Ele, sobre o altar, Ele que padeceu por todos; os santos, debaixo do altar, pois foram redimidos pela sua Paixão” [Santo Ambrósio]. Esta maneira de dispor as coisas parece de algum modo retomar a visão espiritual do Apóstolo João no Apocalipse (6,9): “Vi sob o altar as almas dos que haviam sido mortos por causa da Palavra de Deus e do testemunho que tinham dado”» (EDREL 1671).

Rezemos pedindo a intercessão de São Ponciano pelo CEFA  e por todos os que participam de suas atividades:

Ó Deus, que suscitastes na Igreja o Papa São Ponciano, que em defesa da fé entregou a sua vida, concedei-nos, por sua intercessão, participar dos vossos mistérios com fé ardente e fecunda caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

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